O Banco Central divulgou nesta sexta‑feira, 5 de agosto de 2026, a ata da reunião nº 280 do Copom, que manteve a decisão de reduzir a taxa Selic para 14% ao ano. A publicação traz a análise detalhada dos membros sobre o cenário econômico que embasou a decisão.

A ata aponta que o ambiente externo continua incerto, sobretudo pelos conflitos no Oriente Médio e pelas dúvidas sobre a política monetária de economias avançadas, o que eleva a volatilidade de preços de ativos e commodities. No âmbito doméstico, os indicadores mostram uma moderação gradual da atividade, embora ainda resiliente, com mercado de trabalho aquecido e inflação cheia ainda acima do limite superior da meta, enquanto a inflação subjacente está ligeiramente abaixo desse limite.

Os membros ressaltam que as expectativas de inflação para 2026 e 2027, segundo a pesquisa Focus, permanecem acima da meta (5,0% e 4,2%, respectivamente) e que os riscos para a inflação são assimétricos, com maior probabilidade de alta. Entre os fatores de risco estão a desancoragem das expectativas, a resiliência da inflação de serviços e possíveis choques de oferta, como variações no preço do petróleo.

Diante desse panorama, o Copom enfatiza a necessidade de manter a política monetária restritiva por mais tempo, apesar da redução da Selic, para garantir a convergência da inflação à meta com menor custo. Todos os três membros que votaram – Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos e Gilneu Francisco Astolfi – apoiaram a decisão.

Atlas Público

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