Moradores da cidade se dividem entre os que se manifestam contra a taxa, e os poucos a favor.

A Prefeitura de Ituberá no baixo sul da Bahia, instituiu a Tarifa por Uso do Patrimônio de Ituberá (TUPI), cobrando R$ 200 de turistas e visitantes que acessam a Praia de Pratigi durante o festival Universo Paralello. A cobrança gerou revolta, movimentações na internet e um alerta da organização do evento sobre o possível encerramento do festival na cidade de pouco mais de 20 mil habitantes.

A Tarifa por Uso do Patrimônio de Ituberá (TUPI) foi confirmada pela prefeitura municipal como uma tarifa de preservação ambiental. Cobrada em formato de voucher único, a taxa é voltada para não residentes que permanecerão na cidade durante o período do Universo Paralello.

A justificativa do poder público é custear a limpeza pública, gestão de resíduos, infraestrutura, saúde e segurança na região da Praia de Pratigi. Moradores locais, trabalhadores cadastrados, idosos, crianças e PCDs são isentos da cobrança.

#NãoÀTUPI

A medida caiu como uma “bomba” entre os frequentadores, comerciantes e organizadores do festival. Visitantes e defensores do turismo local reclamam de falta de transparência na aprovação da medida e da precariedade histórica na infraestrutura da praia, apontando a cobrança como abusiva. Em resposta imediata, a comunidade contrária à tarifa iniciou a campanha digital e abaixo-assinados sob a hashtag #NãoÀTUPI, demonstrando insatisfação com a maneira como a cobrança foi estruturada.

O Universo Paralello é um dos maiores festivais de música eletrônica, arte e cultura alternativa da América Latina e atrai milhares de pessoas para a cidade, movimentando expressivamente a economia local. Em nota oficial, a produção do evento criticou a imposição da tarifa e alertou que ela pode comprometer a viabilidade financeira da experiência. O festival sinalizou que, caso a prefeitura mantenha a cobrança nos moldes atuais, a organização poderá reavaliar e retirar o evento da cidade de Ituberá nas próximas edições, buscando novos horizontes para o “universo à parte” que costuma montar em Pratigi.

Alguns moradores ouvidos pela redação do site A borduna, dizem temer que haja um esvaziamento da cidade e com a possível saída do evento, eles não tenham outra fonte de renda, visto que na época do festival além de empregos diretos e indiretos, muitos moradores tem um aquecimento em alugueis de temporada e com o comercio local.

Em nota o UP se manifestou contra a cobrança da tarifa e avalia sair da cidade, confira!

Redação Aborduna

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