O relógio corre contra o tempo para os candidatos que disputam a preferência do eleitorado baiano. A exatamente duas semanas da votação, a corrida eleitoral no estado segue marcada por um clima de forte indefinição, com as principais forças políticas travando uma batalha intensa voto a voto.
A 13 dias das eleições, o cenário na Bahia é sacudido por denúncias envolvendo o Banco Master que miram ACM Neto (União Brasil) e agora a 10 fase da operação Overclean, enquanto o governador Jerônimo Rodrigues (PT) acelera o crescimento sob o impacto direto da nacionalização da campanha com o apoio do presidente Lula
— A apenas duas semanas do primeiro turno, a corrida pelo Palácio de Ondina tomou contornos dramáticos. O ambiente de indefinição ganhou novos combustíveis com a forte repercussão de uma proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que cita o candidato da oposição, ACM Neto. Ao mesmo tempo, o atual governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues, colhe os frutos da colagem de sua imagem à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reduzindo a distância nas pesquisas.
O terremoto político começou após a divulgação de trechos de uma proposta de colaboração de Daniel Vorcaro enviada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) — que acabou não sendo homologada pelas autoridades. O banqueiro alegava que ACM Neto e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, teriam recebido comissões para facilitar investimentos de fundos de previdência estaduais.
A reação de Neto foi imediata e enérgica. O candidato classificou as acusações como uma “peça de ficção”, um “absurdo” e um “crime eleitoral” orquestrado na reta final da disputa. no ultimo dia 17/09 a 10º fase da operação Overclean, citou que Neto tem ligações com o Rei do Lixo em outro escândalo que repercutiu em todo Brasil, Neto garantiu publicamente que renunciaria à candidatura “na hora” caso qualquer irregularidade fosse provada, destacando que no caso do Master sua empresa prestou consultorias privadas regulares e devidamente declaradas quando ele não ocupava nenhum cargo público. O candidato também moveu processos por calúnia contra adversários que tentaram explorar o tema.
As agendas dos candidatos preveem uma maratona de carreatas, comícios e caminhadas por todas as regiões do estado. Em um cenário tão indefinido, a militância vai às ruas sabendo que nenhum voto pode ser desperdiçado. A Bahia, um dos maiores colégios eleitorais do país, se prepara para uma das votações mais imprevisíveis de sua história recente.


